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O marketing sente o efeito da crise

Em um processo de reestruturação e na necessidade de eventuais cortes, a área de marketing é a terceira a entrar na linha de reduções de custos. Levantamento realizado pelo aplicativo de consumo MeSeems com 1650 pessoas, entre os dias 12 e 15 de junho, mostra que os três setores que mais demitiram no primeiro semestre foram vendas, administrativo e marketing. “Em um cenário adverso, essas áreas costumam ser as primeiras a sentir”, explica Lucas Melo, sócio fundador do MeSeems.

Reduzir investimentos nessas áreas, porém, pode surtir efeito contrário já que, são em momentos de economia difícil que as empresas mais dependem das vendas e da comunicação com o cliente. A própria pesquisa confirma isso. Do grupo de pessoas entrevistadas, 40% afirmaram que continuam consumindo mesmo que em quantidades menores. “Os consumidores, em geral, estão reduzindo gastos e comunicar-se com esse público é vital em momentos como este”, observa Melo. O levantamento também mostra redução no consumo de mídia: 41% dos pesquisados abriram mão ou reduziram gastos com roupas, alimentação rápida e serviços de mídia, TV, telefone e internet.

Cenário

Sobre o futuro econômico do País, o estudo identificou que, no curto prazo, o brasileiro está pessimista, um sentimento de 65% dos entrevistados. Já no longo prazo, o percentual de consumidores otimistas é de 36%. Em tempos difíceis, os consumidores poupam mais. Neste item, os homens se sobressaem sobre as mulheres. A Classe A é a que mais economiza mensalmente, seguidas pelas Classe B e C, respectivamente, que possuem naturalmente o salário mensal comprometido com gastos essenciais.

Com o objetivo de avaliar expectativas, receios e hábitos de consumo em tempos de crise, a pesquisa é composta de opiniões coletadas entre homens e mulheres, de idades entre 18 e 40 anos, das regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Esses consumidores pertencem às classes A, B e C. O estudo constatou também que existe diminuição significativa de consumo no Brasil neste ano. Justificada pela alta de preços dos produtos e serviços e o aumento do custo de vida do Brasil.

De acordo com Melo, o levantamento indica às empresas onde estão eventuais oportunidades e segmentos a serem trabalhados. O material é utilizado por agências como Leo Burnett, AlmapBBDO, Talent, WMcCann, África e Grey. Além de grandes anunciantes como Nivea, Aché e Bauducco. “Apesar de não ser um recorte nacional, ele aponta para as principais reações do consumidor em contexto de crise”, diz Melo.


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