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A história do e-commerce no Brasil: entenda como o modelo cresceu e se transformou no país

Atualizado: 21 de fev.

A história do e-commerce é fascinante e demonstra grandes mudanças em diversos hábitos de consumo em toda a humanidade. O bisavô do electronic commerce surgiu na década de 60, nos Estados Unidos. Porém, dificilmente alguém da época poderia prever o quanto esse método se tornaria popular.


Chamado de electronic data interchange, essa forma de comprar e vender era cômoda tanto para lojistas quanto para consumidores. Mesmo que tenha demorado um pouco mais para chegar no Brasil, o domínio do e-commerce é inegável — são centenas de bilhões de reais em vendas por ano.





O começo: internet discada e Booknet


No Brasil, o comércio eletrônico tem menos de três décadas de existência. A história do e-commerce acompanha a evolução da internet no país, que começou com as conexões discadas de 14 kbps. O momento era a década de 90, em um contexto muito mais complicado, pois telefones e computadores eram caros.


Dessa forma, mesmo que já houvesse lojas com catálogos virtuais, a cultura de comprar coisas à distância ainda não existia entre a população. Isso mudou com a Booknet, uma livraria criada em maio de 1995 por Jack London (1949 – 2016), que vendia os produtos pela internet e aceitava os pagamentos na entrega.


Em 1998, o primeiro e-commerce brasileiro foi comprado pela GP Investments, reinaugurada e nomeada Submarino no ano seguinte. O nome foi escolhido em função da necessidade de ter uma marca que pudesse ser usada em português e espanhol. A ideia era expandir para outros países da América Latina.


Ainda durante esse período, empresas que estavam presentes no BBS (algo parecido com a internet atual) foram transferidas para o novo modelo comercial. Esse foi o caso da Brasoftware, em 1996, graças à liberação do Ministério da Comunicação.


1999: a bolha da internet


O ano de 1999 foi de grande importância para a história do e-commerce no Brasil. Foi nesse momento que surgiram players de grande porte, como a Americanas e o Mercado Livre, que até hoje são dois dos maiores nomes do comércio eletrônico em toda a América Latina.


Apesar de toda a empolgação, muitas empresas quebraram quando a “bolha da internet” estourou naquele ano devido aos investimentos descontrolados que foram feitos. Havia a suposição de que os ganhos no ambiente on-line seriam ilimitados. Contudo, ninguém sabia ao certo como ganhar dinheiro.


Empresas já nasciam com investimentos milionários e fechavam as portas antes de colocar o site no ar. Porém, mesmo com dificuldades e desconfiança, algumas marcas aprenderam com os erros. Assim, novos modelos surgiram.


Os primeiros comparadores de preços do Brasil, Bondfaro e Buscapé, nasceram naquele momento. Cerca de cinco anos depois, a consolidação desses nomes ajudaria a descentralizar o e-commerce, que ainda estava muito concentrado na mão de grandes lojas.





Novo milênio: solidificação e crescimento


A virada do milênio foi muito significativa para o e-commerce no Brasil. A Gol surgiu em 2001 e foi a primeira empresa a vender passagens aéreas somente pela internet. Isso ajudou a captar mais e-consumidores, que só conseguiriam viajar pela companhia se comprassem bilhetes on-line.


Nesse ano, também surgiram dois grandes ícones do e-commerce brasileiro: Flores Online e Netshoes. No primeiro ano do segundo milênio, o varejo on-line nacional movimentou R$550 milhões.


Em 2002, o Submarino conquistou o break even (ponto de equilíbrio entre despesas e lucros), provando o amadurecimento e o poder do setor. No ano seguinte, o faturamento do e-commerce ultrapassou a barreira de 1 bilhão de reais, com um público consumidor de 2,6 milhões de pessoas.


Em 2005, mais um marco na história do e-commerce veio do Submarino, quando a empresa fez a abertura de capital na Bolsa de Valores. A companhia também comprou a Ingresso.com, acompanhando outras fusões e aquisições famosas: a Americanas adquiriu a Shoptime e a VideoLar comprou a operação da SomLivre.


Anos 10: mobile first


Após a chegada do Google e das redes sociais, aconteceu a descentralização oficial do e-commerce brasileiro. Com menos de R$ 500,00, micro e pequenas empresas já podiam criar campanhas de marketing digital para se divulgarem, competindo por meio de links patrocinados.


Em contrapartida, grandes nomes já faziam parte do mercado de comércio eletrônico: Walmart, Pernambucanas, Sony, O Boticário e Marabraz são alguns exemplos. Empresas de serviços também começaram a surgir na internet durante esse período.


No entanto, uma novidade importante chegaria para modificar o cenário do comércio on-line no país: smartphones. As empresas precisaram se adaptar às compras feitas na palma da mão, oferecendo sites responsivos e adaptáveis, além de aplicativos leves e vantajosos.

Nessa década, o mercado também passou a exigir diferenciais para as lojas se destacarem, como as entregas no mesmo dia. Além disso, outro desafio apareceu: como parte do dia a dia dos consumidores, o e-commerce flutua devido às crises. Em 2016, ocorreu a primeira queda de pedidos da história, de 1,8%.





Anos 20: Inovação e Expansão no Horizonte


A pandemia de COVID-19, iniciada no final de 2019 e se estendendo pelos anos subsequentes, acelerou de maneira sem precedentes a adoção do e-commerce em todo o mundo, incluindo o Brasil.


Negócios que nunca haviam considerado a venda online viram-se obrigados a migrar para o digital para sobreviver, enquanto consumidores, confinados em suas casas, voltaram-se para as compras online por necessidade e conveniência.


Essa mudança abrupta resultou em um boom do e-commerce, com o setor registrando crescimentos recordes em 2020 e 2021. O tíquete médio aumentou, assim como a diversidade de produtos oferecidos online, abrangendo desde supermercados até farmácias e restaurantes.


À medida que avançamos pela década de 2020, o foco se volta para a inovação e a expansão. A inteligência artificial e o aprendizado de máquina estão começando a personalizar a experiência de compra online de maneiras que antes eram impossíveis, recomendando produtos de forma mais precisa e melhorando o atendimento ao cliente com chatbots eficientes.


A realidade aumentada também está ganhando espaço, permitindo que os consumidores "experimentem" produtos virtualmente antes de comprar.


A sustentabilidade emerge como um tema central, com consumidores cada vez mais buscando marcas que demonstram responsabilidade ambiental e social. Isso pressiona as empresas de e-commerce a adotarem práticas mais sustentáveis, desde a embalagem dos produtos até a logística de entrega.


Outro desafio e oportunidade para o futuro próximo é a integração omnichannel, onde a experiência de compra se torna fluida entre online e offline.


Os varejistas estão buscando maneiras de integrar suas lojas físicas e digitais, oferecendo aos consumidores uma experiência de compra sem emendas, independentemente do canal escolhido.


Além disso, o avanço da tecnologia blockchain promete trazer mais segurança e transparência para as transações online, reduzindo fraudes e aumentando a confiança do consumidor no e-commerce.





Esteja preparado para os anos 30 com a ComSchool!


Para o futuro, espera-se que o e-commerce continue a se expandir e evoluir, com novas tecnologias emergindo e mudando a maneira como compramos online.


As empresas que conseguirem se adaptar rapidamente às novas tendências, mantendo ao mesmo tempo um foco no atendimento ao cliente e na sustentabilidade, estarão bem posicionadas para prosperar no dinâmico mercado de e-commerce.


O desafio será manter a humanização da experiência de compra em um ambiente cada vez mais digitalizado, assegurando que a tecnologia sirva para enriquecer, e não substituir, a conexão entre marcas e consumidores.


Para se preparar para os desafios e oportunidades dos anos 30 e além, considere aprimorar suas habilidades e conhecimento com os cursos da ComSchool.


Nossos programas são projetados para mantê-lo à frente das tendências do e-commerce e do marketing digital, equipando-o com as ferramentas necessárias para navegar com sucesso no futuro do comércio eletrônico.


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