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A história do e-commerce no Brasil: entenda como o modelo cresceu e se transformou no país

A história do e-commerce é fascinante e demonstra grandes mudanças em diversos hábitos de consumo em toda a humanidade. O bisavô do electronic commerce surgiu na década de 60, nos Estados Unidos. Porém, dificilmente alguém da época poderia prever o quanto esse método se tornaria popular.

Chamado de electronic data interchange, essa forma de comprar e vender era cômoda tanto para lojistas quanto para consumidores. Mesmo que tenha demorado um pouco mais para chegar no Brasil, o domínio do e-commerce é inegável — são centenas de bilhões de reais em vendas por ano.

O começo: internet discada e Booknet

No Brasil, o comércio eletrônico tem menos de três décadas de existência. A história do e-commerce acompanha a evolução da internet no país, que começou com as conexões discadas de 14 kbps. O momento era a década de 90, em um contexto muito mais complicado, pois telefones e computadores eram caros.

Dessa forma, mesmo que já houvesse lojas com catálogos virtuais, a cultura de comprar coisas à distância ainda não existia entre a população. Isso mudou com a Booknet, uma livraria criada em maio de 1995 por Jack London (1949 – 2016), que vendia os produtos pela internet e aceitava os pagamentos na entrega.

Em 1998, o primeiro e-commerce brasileiro foi comprado pela GP Investments, reinaugurada e nomeada Submarino no ano seguinte. O nome foi escolhido em função da necessidade de ter uma marca que pudesse ser usada em português e espanhol. A ideia era expandir para outros países da América Latina.

Ainda durante esse período, empresas que estavam presentes no BBS (algo parecido com a internet atual) foram transferidas para o novo modelo comercial. Esse foi o caso da Brasoftware, em 1996, graças à liberação do Ministério da Comunicação.

1999: a bolha da internet

O ano de 1999 foi de grande importância para a história do e-commerce no Brasil. Foi nesse momento que surgiram players de grande porte, como a Americanas e o Mercado Livre, que até hoje são dois dos maiores nomes do comércio eletrônico em toda a América Latina.

Apesar de toda a empolgação, muitas empresas quebraram quando a “bolha da internet” estourou naquele ano devido aos investimentos descontrolados que foram feitos. Havia a suposição de que os ganhos no ambiente on-line seriam ilimitados. Contudo, ninguém sabia ao certo como ganhar dinheiro.

Empresas já nasciam com investimentos milionários e fechavam as portas antes de colocar o site no ar. Porém, mesmo com dificuldades e desconfiança, algumas marcas aprenderam com os erros. Assim, novos modelos surgiram.

Os primeiros comparadores de preços do Brasil, Bondfaro e Buscapé, nasceram naquele momento. Cerca de cinco anos depois, a consolidação desses nomes ajudaria a descentralizar o e-commerce, que ainda estava muito concentrado na mão de grandes lojas.

Novo milênio: solidificação e crescimento

A virada do milênio foi muito significativa para o e-commerce no Brasil. A Gol surgiu em 2001 e foi a primeira empresa a vender passagens aéreas somente pela internet. Isso ajudou a captar mais e-consumidores, que só conseguiriam viajar pela companhia se comprassem bilhetes on-line.

Nesse ano, também surgiram dois grandes ícones do e-commerce brasileiro: Flores Online e Netshoes. No primeiro ano do segundo milênio, o varejo on-line nacional movimentou R$550 milhões.

Em 2002, o Submarino conquistou o break even (ponto de equilíbrio entre despesas e lucros), provando o amadurecimento e o poder do setor. No ano seguinte, o faturamento do e-commerce ultrapassou a barreira de 1 bilhão de reais, com um público consumidor de 2,6 milhões de pessoas.

Em 2005, mais um marco na história do e-commerce veio do Submarino, quando a empresa fez a abertura de capital na Bolsa de Valores. A companhia também comprou a Ingresso.com, acompanhando outras fusões e aquisições famosas: a Americanas adquiriu a Shoptime e a VideoLar comprou a operação da SomLivre.

Anos 10: mobile first

Após a chegada do Google e das redes sociais, aconteceu a descentralização oficial do e-commerce brasileiro. Com menos de R$ 500,00, micro e pequenas empresas já podiam criar campanhas de marketing digital para se divulgarem, competindo por meio de links patrocinados.

Em contrapartida, grandes nomes já faziam parte do mercado de comércio eletrônico: Walmart, Pernambucanas, Sony, O Boticário e Marabraz são alguns exemplos. Empresas de serviços também começaram a surgir na internet durante esse período.

No entanto, uma novidade importante chegaria para modificar o cenário do comércio on-line no país: smartphones. As empresas precisaram se adaptar às compras feitas na palma da mão, oferecendo sites responsivos e adaptáveis, além de aplicativos leves e vantajosos.

Nessa década, o mercado também passou a exigir diferenciais para as lojas se destacarem, como as entregas no mesmo dia. Além disso, outro desafio apareceu: como parte do dia a dia dos consumidores, o e-commerce flutua devido às crises. Em 2016, ocorreu a primeira queda de pedidos da história, de 1,8%.

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